Fim do primeiro semestre: o que fazer para que o segundo seja melhor?
Vamos chegando ao final do primeiro semestre. Os resultados do segundo bimestre vão configurar a tranqüilidade de um bom rendimento, a superação de algumas dificuldades ou a preocupação com um desempenho que não vai bem. E vai chegando também o momento de alguma providência, no caso dos resultados não estarem a contento.
As medidas tradicionais muitas vezes não produzem o efeito desejado. Retirar algumas atividades como o computador ou a televisão ou castigar de outras maneiras só podem fazer sentido dentro de uma perspectiva mais ampla, em que se considere o conjunto dos fatores que estão levando ao mau desempenho. Ouvir é mais do que nunca uma boa estratégia – não apenas o ouvir de quem se contenta com uma boa explicação, mas o ouvir interessado, de quem junto procura fazer pensar e encontrar caminhos ainda não trilhados.
Quem se sente escutado atentamente e recebe as perguntas que podem fazer pensar cria um espaço interior onde a transformação poderá ser realizada. Conversar sobre o fracasso e contemplar de maneira tranqüila e sem julgamentos precipitados os sentimentos que permeiam esta experiência pode ser um bom caminho. Fazer pensar e criar um mecanismo de reflexão permanente sobre suas vivências é instalar um processo que permitirá um constante crescimento.
Num mundo e num momento em que tudo é acelerado e quando tudo tem de apresentar resultados muito imediatos, talvez valha a pena perder alguns muitos minutos na esquecida arte de ouvir e contemplar.
Ronald Mohrstedt
Coordenador de 5ª série